Escolas de SP devem encerrar rodízio e receber apenas alunos prioritários



Com o agravamento da pandemia e recomendações para atender somente os alunos que mais precisam, colégios particulares de São Paulo já debatem, internamente, mudanças em seus planos de atendimento e há até colégios que estudam interromper as atividades.


A orientação do Sindicato das Escolas Privadas é que elas suspendam o rodízio de estudantes e passem a receber apenas os que mais necessitam das aulas presenciais.


O anúncio do governador João Doria era aguardado pelos colégios desde o início da semana do dia 1º. O crescimento das internações nos hospitais elevou o temor de que as escolas pudessem ser fechadas. Na fase vermelha decretada, entre os dias 6 e 19 de Março, só serão permitidas as atividades essenciais e as escolas foram incluídas nessa lista.


Como o jornal "O Estado de São Paulo" adiantou, as escolas públicas e privadas devem dar prioridade para os alunos mais vulneráveis, que podem ser estudantes com deficiências ou dificuldades de aprendizagem, com problemas emocionais, alimentares, sem conexão em casa para ensino remoto. Pais que trabalham nos serviços essenciais também devem ser atendidos. Apesar de permitir aulas presenciais, o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, fez apelo aos colégios para atender somente os alunos que mais precisam.


Citou estudantes em fase de alfabetização e aqueles com dificuldades emocionais. O porcentual máximo de 35% da capacidade fica mantido. Escolas particulares de todo o Estado receberam a orientação de colaborar para evitar elevação no número de infecções, mas não haverá uma regra geral para determinar quais são os alunos com maior necessidade.


O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de São Paulo vai orientar as escolas para que deixem de fazer rodízio entre todos os estudantes que querem frequentar as aulas e passem a focar nos que mais precisam de atendimento presencial. "Agora, vamos priorizar a criança que realmente precisa, que o pai tem de trabalhar, que tem de deixar na escola", diz Benjamin Ribeiro, presidente do Sieeesp. Para ele, deverá ser dada prioridade a alunos até 9 anos, que têm mais dificuldades com aulas remotas.


Segundo Arthur Fonseca Filho, diretor da Associação Brasileira de Escolas Particulares (Abepar), os colégios estão reunidos para redefinir planos e devem cortar atividades secundárias. Escolas com atividades em dois turnos, por exemplo, devem reduzir o atendimento.


Na tarde do dia 3, após o anúncio do governador, vários colégios faziam reuniões internas para planejar as próximas semanas e enviavam enquetes aos pais sobre a intenção de mandar os filhos para a escola. O Colégio Equipe estuda interromper atividades por alguns dias. O Augusto Laranja, na zona sul, vai reduzir o número de alunos - de 50% para 35%, dando prioridade aos mais novos. Já colégios como o Bandeirantes, Gracinha e o Magno, na zona sul, e o Luminova, na zona oeste, disseram que vão manter o limite de 35% da capacidade de alunos, com atenção aos protocolos sanitários.


Segundo Rossieli Soares, cada unidade, em conversa com pais e professores, deve definir quais os alunos prioritários. Para a rede estadual, foi estabelecido que deverá ser dada prioridade a estudantes mais vulneráveis e com dificuldades de aprendizagem. Fonte: UOL Educação

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